Zero Waste Youth no Slow Market Beauty 2020

O Slow Market.Beauty, que aconteceu em Florianópolis, primeira cidade do Brasil a decretar oficialmente a meta do lixo zero até 2030, de 6 a 8 de março de 2020, trouxe informações e produtos para o segmento da indústria de cosméticos que além de representar um Impacto ambiental significativo com o uso de quantidades gigantescas de produtos carregados de produtos químicos nocivos, eles precisam se preparar para um público cada vez mais exigente e consciente na escolha de seus tratamentos de beleza.

A indústria da beleza é uma das que mais cresce no mundo, e no Brasil o cenário não é diferente. Hoje contamos com quase 600 marcas registradas atuando neste setor em nosso país. De pequenos microempreendedores individuais a grandes fabricantes, de produtos artesanais a alta tecnologia e biotecnologia, o mercado de cosméticos naturais, orgânicos, veganos e sem crueldade oferece várias opções em todas as categorias de produtos.

Pelo menos 70 marcas desse mercado são do Sul do país: Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Um pólo de beleza consciente que é motivo de orgulho e merece a nossa atenção.

Quando pensamos em “beleza”, parece que não há nada de feio por trás dessa palavra. Pensamos na nossa pele mais linda e radiante, nos cabelos brilhantes e nos cachos perfeitos, naquela maquilhagem de tirar o fôlego que temos dificuldade em lavar antes de dormir. Mas, infelizmente, muitos desses produtos contêm substâncias químicas desagradáveis ​​em suas formulações. Esse lixo invisível passa pelo ralo de nossas casas e salões de beleza, prejudica nossa saúde, contamina as águas, o meio ambiente. Sem falar nas inúmeras embalagens que podem acabar poluindo ainda mais. E foi sobre isso que o Zero Waste Youth falou no evento.

O nome da nossa palestra foi O Impacto dos Cosméticos no Meio Ambiente e em Nossas Águas: o perigo visível e invisível.

Falando em perigos invisíveis, mostramos que na indústria cosmética são utilizadas mais de 10.000 substâncias químicas, chamadas de POPS (Poluentes Orgânicos Persistentes), pois demoram muito para se decompor.

Muitas dessas substâncias vão para a nossa água e não são tratadas nas estações de tratamento, voltando para o nosso corpo. Alguns deles são responsáveis ​​por diversos problemas de saúde em humanos.

Damos alguns exemplos de produtos comercializados por esta indústria e comentamos seus males para os seres vivos e a natureza.

Alguns deles são: cotonetes, maquiagem com glitter, lenços para tirar maquiagem e as temidas embalagens.

Quando falamos sobre esses perigos, achamos interessante mostrar os microplásticos, pois sabemos que eles são um dos maiores problemas de poluição do plástico no planeta.

Falamos de esfoliantes e dentifrícios, que têm microesferas de plástico em suas composições e vão direto para o ralo dos oceanos. Existem também microplásticos provenientes da degradação das embalagens plásticas dos produtos.

“Os microplásticos são onipresentes no meio ambiente e foram detectados na água do mar, esgoto, água doce, nos alimentos, no ar e na água potável, tanto em água engarrafada como de torneira” (relatório da OMS)

REDUZIR: Você realmente precisa de mais 1 produto.

RECUSAR: Muitos produtos afirmam ser naturais, mas não são. Fique ligado com o greenwashing e só compre se realmente precisar.

REUTILIZAR: Muitos pacotes podem ser usados ​​para outros produtos.

RECICLAR: Descarte adequadamente a embalagem após o uso.

Com alguns ajustes na sua rotina de beleza, pudemos colaborar com uma cidade Zero Waste.

Você gostou do assunto?

Se você tiver dúvidas ou curiosidades, fale conosco.

Autor: Marina Scandolara

Estudante de Designer Industrial

Ativista Social e Ambiental

Amante de arte e natureza

Marina Scandolara

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